terça-feira, 23 de julho de 2013

CORRIDA EM TRILHAS – TREINAMENTO PARA INICIANTES

Quem está começando, deve treinar em montanhas no máximo uma vez por semana.

Treinar em terrenos irregulares, mesmo com toda a vantagem de correr em terra e grama no que tange a absorção de impactos, os desníveis altimétricos que se acumulam significam uma carga extra que muitas vezes os iniciantes podem não suportar. É preciso “acostumar” o sistema músculo-esquelético às corridas em terrenos mais planos antes de se aventurar pelas pirambeiras típicas das corridas em montanha.
Mesmo muitos atletas competitivos não treinam mais que uma vez por semana em trilhas acidentadas, pois podem acontecer acidentes durante os treinos bem como lesões por repetição.
Considere também o investimento em um calçado específico.
Ter nos pés um tênis em que você pode confiar na hora daquela passada mais longa ao superar um obstáculo ou naquela descida úmida e íngreme que aparece, tornará as corridas em montanha mais divertidas ainda. Os tênis para corrida de rua não lhe darão o mesmo suporte na passada e se desgastarão com mais rapidez.
Treine acompanhado sempre que possívelÉ muito mais divertido e seguro. Além disso vocês podem compartilhar diferentes impressões sobre o treino, o terreno e mais.
Participe de algumas competições
Por mais que você não seja (ou não queira ser) um atleta competitivo, vale a pena encarar uma das provas que existem no Braisl. Elas trazem diversão, desempenho e tem um lado “social” bem interessante. É uma tribo diferente e bem descontraída.
Quando for treinar em trilhas procure locais que exijam de você.Não adianta ir correr em uma trilha plana, em um gramadinho sem graça. Tem que ter dificuldade, subidas que somente sejam superadas caminhando, descidas que exijam cuidado e atenção e obstáculos que exijam “olhos nos pés”. E sobre isso explico abaixo.”
Treine sua Propriocepção
Este palavrão significa a capacidade que o corpo tem em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. Treinamento funcional ajuda, mas o ideal mesmo é ir para as trilhas e correr, de preferência em terrenos acidentados e com obstáculos. Ao correr no asfalto muitas vezes não precisamos sequer olhar para o chão logo a frente, pois o piso é regular e seguro. Em trilhas não. É preciso estar atento sempre. No próximo passo e na montanha à frente que se avizinha. E isso só evolui ao treinar.
Em algumas subidas é preferível caminhar do que correrSim, você mesmo pode fazer o teste ao encontrar uma rampa empinada. A sua frequência cardíaca será ligeiramente menor se você caminhar a passos largos do que ficar trotando pirambeira acima a mesma velocidade. O trotinho consome mais energia pois é necessário um impulso para realizá-lo. E nessas horas não adianta lutar contra a gravidade. E falando a real, se você acha que a subida será longa e íngreme, certamente é hora de caminhar. Você poupará uma boa dose de energia que com certeza utilizará em terrenos mais vantajosos. Em várias competições eu ultrapassava pessoas na reta final de chegada, no último quilômetro, por ter me poupado no começo. Nas subidas iniciais eu via essas pessoas passando por mim feito loucas, como se estivessem em terreno plano. Na dúvida, poupe-se! Aos poucos você irá pegar a manha certa.
Comece aos poucos, mas não deixe de experimentar uma prova longaSó uma prova com mais de 12 km pode trazer a real experiência das corridas em trilhas. Minhas favoritas são as de 21 km. Acho a distância ideal, aquela que fica no limite da dor e do prazer. Este ano vou provar uma maratona em trilha, vamos ver se estendo esse limite. Provas com menos de 10 km só pra se divertir mesmo, até porque normalmente não contam com grandes desafios.
Tenha calma. Os resultados vêm aos poucos

por Pedro Abe Miyahira 
fonte: Erika Ruiz ( Formada em Educação Física LicenciaturaPlena pela Universidade Cidade de São Paulo, Especialização em Yogaterapia pela FIES, Colunista do Portal Educação)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O Teatro dos Vampiros

domingo, 3 de julho de 2011

Cuidados Nutricionais na Prática de Mountain Bike

O Mountain Bike (também chamado de Ciclismo de Montanha, Mountain Biking ou MTB) é uma modalidade do ciclismo na qual o objetivo é transpor percursos com diversas irregularidades e obstáculos. O Mountain Bike é praticado em estradas de terra, trilhas em geral ou dentro de parques.
Com relação a exigência física, o mountain bike envolve tanto resistência cardio-respiratória como força muscular intensa. Por essa razão, os cuidados nutricionais devem ser otimizados nessa modalidade.
Para se ter idéia, o gasto calórico de uma atleta de mountain bike pode chegar a 6000 calorias por dia. Essas calorias devem ser preenchidas, em sua maioria, de alimentos fontes de carboidratos, que representam a maior fonte energética durante a atividade esportiva. De uma forma geral, recomenda-se que a dieta do atleta de mountain bike seja composta por uma quantidade de 60 a 70% de carboidratos. As maiores fontes de carboidratos são massas, pães, arroz, batata, cereais e biscoitos.
As proteínas também merecem atenção especial, pois estão intimamente ligadas aos processos de recuperação muscular. São fontes de proteínas as carnes em geral, frango, peixe, leite e derivados. Esses alimentos, assim como deve acontecer com os carboidratos, devem estar presentes em todas as refeições dos atletas.
Cuidados nutricionais pré-treino ou competição:
O principal objetivo nesta fase é armazenar energia no músculo. São aumentados, portanto, os carboidratos na dieta. Em casos de competição, esses alimentos devem ser aumentados maciçamente três dias antes da prova. Os alimentos ricos em proteínas (carnes, frango, ovos, queijos etc) devem ser ingeridos em menores proporções, já que a maior fonte de energia deve ser proveniente dos carboidratos. 
É importante evitar a ingestão de gorduras, grãos e fibras (folhas,verduras e legumes), que podem causar má digestão. É também importante fracionar a dieta em pelo menos cinco refeições diárias, evitando que o estômago fique muito cheio, e aumentando assim o conteúdo de energia. Caprichar na hidratação é também fundamental para a performance.
Café da manhã pré-competição
Deve-se evitar a ingestão de fibras e alimentos gordurosos, pois podem causar desconforto gastrintestinal logo antes da prova, ou até durante, diminuindo o desempenho. Deve-se retirar as cascas e bagaço das frutas e evitar alimentos estranhos, com os quais não se está acostumado. A dieta deve ser à base de carboidratos e com pouca proteína. Por exemplo: pão com queijo e geléia + 1 suco + 1 pedaço de bolo simples
Reposição nutricional durante treinos e competições
Durante a prática, deve haver preocupação em sempre carregar água e, preferencialmente, bebidas esportivas nas caramanholas ou camel back, pois estas últimas, além de hidratar, fornecem carboidratos. Deve-se também carregar alimentos práticos (barras energéticas, gel de carboidrato, frutas, frutas secas, biscoitos, sanduíches de fácil digestão, como os feitos com bisnaguinha, ou algo igualmente rico em carboidratos e fácil de carregar). Nessa fase, sugere-se a ingestão de alimentos e bebidas ricas em carboidratos em intervalos de 30 minutos, poupando-se o glicogênio muscular. Deve-se consumir de 30 a 50 gramas de carboidratos por hora, na forma de alimentos e/ou bebidas. A ingestão de líquidos também é fundamental para o desempenho, por isso deve-se tentar beber no mínimo 500ml por hora
Dicas para o pós-exercício:
Nessa fase, tida como de extrema importância a recuperação total dos atletas, é importante repor as energias gastas durante a atividade extenuante. Nas primeiras horas após a prática, deve-se consumir carboidratos como pães, batatas, macarrão, arroz, etc. Isto irá ajudar na recuperação dos estoques de energia. A reposição de proteínas, por meio da ingestão de leite ou derivados, ovos, frango, peixes ou outras fontes magras, também deve ocorrer nesta fase. Uma boa dica de refeição na fase pós-prova é um prato de massa com frango ou 1 sanduíche de frios + frutas. Imediatamente após a prova o atleta deve começar a repor os líquidos (água, bebidas isotônicas, sucos, refrigerantes), devendo fazê-la continuamente de forma fracionada.


Fonte: RGNutri

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hora de decisão...

O que iriam fazer sem “opção”? Opção de poder escolher, escolher entre continuar sendo uma pessoa sedentária ou adotar um estilo de vida saudável. Não usem a rotina de trabalho ou falta de tempo como desculpa assim como fazem muitos.  Embora talvez não admitam vocês tem esta opção. Não mintam para si mesmos, não arrumem desculpas ou motivos. Agora escolham entre ir para casa, ligar a TV ou o PC e serem bombardeados pelo besteirol mostrado, pois dali o que não presta é o mais atrativo. Acordem tarde ou em cima da hora de ir para o trabalho, para suas funções repetitivas e rotina desgastante, onde cada dia parece mais cansativo. Alimentem seus vícios. Façam apenas isso ate se aposentarem e aproveitar o pouco que restar de suas vidas. Até morrerem daqui a alguns anos numa cama lamentando cada chance deixada pra depois. Não adie mais aqueles planos de sair para caminhar, dar uma corrida ou ir para academia. Faça hoje sua escolha. Eu não quero envelhecer e morrer numa cama, eu quero morrer de pé! Sorrindo por dentro, feliz pela vida que tive, pelo bem estar que pude me proporcionar. O corpo humano é uma maquina e como tal precisa se movimentar. Por incrível que pareça quando acordamos cedo e praticamos algum exercício não ficamos tão cansados e o que temos é mais disposição para enfrentar o dia. Nos sentimos melhor, nos tornamos mais felizes, diferenciados, procuramos nos alimentar com qualidade e dormirmos bem. Não pensem apenas em correr atrás por um futuro melhor, faça melhor o presente. Aproveitem cada dia. 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

2016 - Não são apenas as obras que estão atrasadas, mas a visão de muitos também...

Muito tem se falado sobre as obras e a preocupação em relação ao seu termino para os Jogos Olímpicos do Brasil. Longe de querer descartar o assunto como de suma importância, pergunto: E a respeito do esporte, o que tem sido feito alem dos esforços de nossos atletas? Afinal não se trata da “festa do esporte”? Estão esquecendo do fator principal? E os planos de anos atrás de investir na educação física nas escolas e dos incentivos, ainda na infância visando a formação de novos atletas para os jogos? Ora, se nem de nossos atletas atuais estão cuidando...

"Não tem piscina boa no Brasil. No Flamengo, por exemplo, faltam coisas muito básicas, a faixa do T no meio da piscina, na risca preta, a faixa na parede. Não deve dar muito trabalho para reformar, mas boa, a piscina não é, não!" – César Cielo

A saltadora Fabiana Murer no início do ano ganhou a medalha de ouro no mundial indoor disputado no Qatar, superando inclusive a magnífica Yelena Isinbaeva. Abaixo o centro de treinamento utilizado por ela no Brasil (imagens de dois meses após a conquista):




E esses não são casos isolados, são exemplos que ocorrem com atletas de elite. Poderia citar vários outros, sem falar dos esportes que a mídia não destaca.
Parece que no entendimento de nossos governantes, eles já fizeram muito em trazer o evento para o país, e agora os atletas que se virem. Pelo visto como sempre, as atenções estão voltadas unicamente em como poderão lucrar. Há os que se contentam com migalhas dizendo que o atual governo foi o que mais fez pelo nosso esporte. Concordo, mas está longe de ser o básico. Com certeza no país do “jeitinho”, já tem muita gente faturando alto. Fraudes em licitações, desvio de verbas acontecem em várias áreas e não será esse mega evento que passará ileso.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Reflorestamento é melhor que biocombustível para ambiente, diz estudo

da BBC Brasil
A preservação de áreas verdes e o reflorestamento são maneiras mais eficientes de combater o aquecimento global do que o uso de biocombustíveis, segundo um estudo britânico publicado na revista "Science".
O estudo é o primeiro a calcular as emissões de carbono durante todo o ciclo dos biocombustíveis --das plantações à extração e à transformação em combustível-- e a comparar os resultados ao armazenamento de carbono em ecossistemas.
A conclusão da pesquisa é que as florestas podem absorver de duas a nove vezes mais carbono em um período de 30 anos do que as emissões evitadas pelo uso de biocombustíveis.
Logo, de acordo com os pesquisadores, seria mais eficiente reflorestar áreas cultiváveis do que usá-las para a plantação de matéria-prima para biocombustíveis.
Os autores Renton Righelato e Dominick Spracklen afirmam que a política de biocombustíveis está sendo desenvolvida sem que as implicações de seu uso sejam conhecidas.
"A principal razão do comprometimento com os renováveis era o corte nas emissões de dióxido de carbono. Na nossa visão, essa política está errada porque ela é menos efetiva que o reflorestamento", Righelato disse à BBC.
O estudo afirma ainda que vastas áreas serão desmatadas em várias partes do mundo para que as metas de uso de biocombustíveis possam ser alcançadas, o que teria um impacto imediato e considerável no ciclo de carbono.
"O estoque de carbono nas florestas fica entre 100 e 300 toneladas por hectare. Três quartos disso são perdidos no primeiro ano, durante desmatamento e queimadas. Levaria --em todos os casos que examinamos-- entre 50 e 100 anos para que esse carbono fosse recuperado pela produção de biocombustíveis", explicou Righelato.
Segundo os pesquisadores, a ênfase das políticas contra o aquecimento global deveria ser colocada no aumento da eficiência do uso de combustíveis fósseis combinado ao investimento em outras fontes de energia renovável, livres de carbono, além do reflorestamento de terras aráveis que não estão sendo usadas para a produção de alimentos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Educação e esporte a combinação perfeita

Sabemos que a prática de esporte é um instrumento educacional que propicia o desenvolvimento tanto individual quanto social da criança.
O esporte, infelizmente, não é utilizado pelas instituições educacionais na proporção que deveria. Através da prática esportiva promovemos a socialização, a rotina, o cumprimento de regras, o respeito, a persistência, o saber competir, o aguardar a sua vez, o romper limites, o saber ganhar, o saber perder e muitos outros quesitos. É uma fonte inesgotável de conceitos éticos e morais tão importantes para a formação do indivíduo. 
Quando falo em esporte não estou me referindo à Educação Física e sim a uma opção esportiva. O esporte é uma ramificação da Educação Física, porém deve existir independente dela. O professor de Educação Física deve sim proporcionar o conhecimento de cada esporte para que o indivíduo possa optar, com competência, qual esporte gostaria de praticar. A Educação Física faz parte do currículo escolar e é aplicada no período em que o indivíduo freqüenta as aulas. O esporte deve ser proporcionado pela escola em horário oposto às aulas para que o indivíduo possa freqüentar e se dedicar. 
O esporte tem a magia de integrar o indivíduo independente da classe social, raça ou religião. Desenvolve no indivíduo a capacidade de trabalhar em grupo, de cumprir horário, de saber ouvir, de conhecer o próprio limite, conhecer o próprio corpo, de admitir que precisa melhorar, respeitar as diferenças e tantos outros aspectos tão difíceis de serem conscientizados, além de evitar o sedentarismo tão comum nos dias de hoje onde o indivíduo passa horas sentado em frente a um computador ou a uma televisão seja assistindo ou jogando videogame. 
O esporte deve ser o maior aliado da educação. Juntos promovem o desenvolvimento integral do indivíduo de forma harmoniosa e sadia despertando para a cidadania e assim formando pessoas de bem. 
Presenciamos no Pan-americano 2007 que nossos atletas embora estejam nos proporcionando tanta alegria pelo desempenho que estão tendo, não tiveram o mínimo de incentivo nem das escolas, nem do governo. Em cada entrevista com nossos atletas vencedores ficamos sabendo que o esforço foi próprio e de algum “anjo bom” que o auxiliou e o incentivou muitas vezes até comprando um par de tênis para que ele parasse de treinar descalço. 
É realidade que os patrocinadores investem em times que estão ganhando. O atleta que tem potencial e quer treinar, porém ainda não se destacou ninguém o enxerga. Somente após uma medalha conseguida é que ele passa a ser conhecido e então patrocinado. Ocorre que para chegar neste estágio ele teve que se dedicar muito e só conseguiu com o apoio da família e com a própria força de vontade. 
Escola e esporte é a combinação perfeita para uma sociedade mais justa. 
O jovem que estuda num período e que pratica esporte no outro, dentro da própria escola, se manterá ocupado com atividades prazerosas e não estará ocioso nas ruas ocupando o seu tempo aprendendo o que não deve. 
O próprio presidente Lula afirmou que fica muito mais barato para o governo investir em programas de incentivo ao esporte do que na manutenção desse mesmo indivíduo em presídios por ter cometido delitos. Já que se tem esta consciência, vamos colocá-la em prática. 
O esporte sozinho não consegue formar integralmente o indivíduo daí a necessidade da parceria com a educação. Havendo esta parceria o indivíduo será desenvolvido em suas competências cognitivas, sociais, pessoais e produtivas.
 
fonte: Educação e esporte a combinação perfeita  por  Cybele Meyer

Europa quer reduzir emissões às custas das florestas latino-americanas

"A produção de biocombustíveis está sendo impulsionada pelos governos dos países industrializados como uma solução 'rápida' para o problema das emissões de gases do efeito estufa, mas estão apenas criando mais problemas do que soluções. Se o que querem é proteger o clima, precisamos proteger as florestas primárias que sobraram", afirmou Maria Eugenia Testa, do Greenpeace Argentina.
Apesar das advertências científicas e denúncias feitas por entidades internacionais sobre a ameaça que os biocombustíveis representam às florestas e para a segurança alimentar das pessoas, muitos governos da União Européia e da América Latina continuam promovendo a produção em grande escala do produto.
"Os produtores de biocombustíveis estão colocando em perigo a subsistência das populações mais pobres do mundo ao influenciar os preços dos alimentos", denunciou Testa.
"Por outro lado, a extensão de cultivos de milho, soja ou cana-de-açúcar influenciam também nas terras agrícolas disponíveis, provocando destruição - direta e indiretamente - de ecossistemas naturais, como as florestas tropicais", afirmou.
A regulamentação européia estipula que os combustíveis usados no transporte deverão ter 5,75% de biocombustíveis até 2010 e 20% até 2020.
"A Europa estabeleceu um número que excede sua capacidade de produção e por isso incentiva os países latino-americanos a se tornarem provedores de biocombustíveis no mercado internacional, colocando em risco seu patrimônio natural", criticou Juan Carlos Villalonga, diretor político do Greenpeace Argentina.


fonte: greenpeace

sábado, 22 de novembro de 2008

Onda Verde

 Empresas usam propagandas de responsabilidade ambiental como artifício para atrair consumidores

Além do marketing ambiental, que se tornou estratégia para atrair clientes, existe outra prática recorrente nos últimos tempos, o greenwash, ou verniz verde, expressão usada para se referir a empresas que induzem os consumidores a erros sobre os benefícios ambientais de seus produtos. Em virtude disso, o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável lançou nos dias 4 e 5 de setembro, num simpósio em São Paulo, uma ferramenta para selecionar fornecedores e insumos dentro dos critérios de sustentabilidade. A medida tem como objetivo dar maior transparência evitando que os consumidores sejam vítimas de empresas que, por meio de propagandas, tentam aparentar preocupações ambientais e compromisso com a sustentabilidade, mas na verdade não o faz
Carla Muniz, engenheira que faz pesquisa sobre insumos sustentáveis, diz que muitas vezes os produtos até têm alguns benefícios, mas são tão irrelevantes que não podem ser considerados como sustentáveis. "As empresas costumam valorizar os aspectos positivos de suas mercadorias e omitir o que é negativo", diz a engenheira. Dessa forma, o consumidor não tem elementos suficientes para avaliar o que está comprando e acaba sendo induzido a erro. Há ainda, propagandas muito vagas, algumas dizem que o produto é "verde", "ecologicamente produzido", sem nenhuma explicação. É uma promessa vaga, porque não diz exatamente do que se trata.
Entretanto, é necessário diferenciar marketing ambiental de greenwash. O marketing é muito mais que publicidade, é a adoção de políticas ambientais em todas as atividades de uma empresa, inclusive no seu produto ou serviço. "No greenwash não há preocupação real com o meio ambiente e sim com a imagem ou lucratividade da empresa", explica o gestor ambiental Rafael de Castro. É apenas uma propaganda para iludir o consumidor sobre a preocupação do empreendimento com questões ambientais.
Segundo Carla Muniz, além das propagandas, as empresas também fazem uso de selos que atestam a preocupação ambiental. "É claro que existem muitos selos de instituições sérias, mas há também os falsos", afirma. Muitas ONGs tem selos que reconhecem empresas preocupadas com as causa socioambiental. Elas fazem parceirias com instituições em prol do meio ambiente. A Avina (Fundação Suíça de Meio Ambiente) apóia muitas ONGs que, por sua vez tem um trabalho de acompanhamento dos empreendimento para checar se de fato estão adotando políticas ambientais.
O cidadão deve ficar atento ao greenwash para não ser enganado. "Há boa intenção por parte dos consumidores e as empresas se aproveitam disso", diz Rafael. No Brasil ainda não foi feita nenhuma pesquisa para analisar as promessas de sustentabilidade nas embalagens de produtos. Mas em abril deste ano, o Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária) suspendeu duas campanhas publicitárias da Petrobras. A suspensão ocorreu porque os anúncios passavam uma falsa idéia de que a empresa contribui para o desenvolvimento sustentável do país, quando na verdade a estatal produz um óleo diesel com altos níveis de enxofre.

Ana Carla Rocha - www.iesb.br/

sábado, 21 de junho de 2008

“Esporte de Aventura X Preservação Ambiental”

Opiniões diversas estão presentes sobre o impacto da Corrida de Aventura ao meio ambiente. De um lado Associações Preservacionistas e Ambientalistas do outro Organizadores e Corredores de Aventura todos com discursos convincentes, posições radicais e opostas.

Sem duvida quando analisamos singularmente a Corrida de Aventura, temos que notar seu impacto ambiental. A presença de centenas de atletas transitando por trilhas e caminhos muitas vezes não demarcados, a atitude de alguns destes “mal orientados e educados atletas” deixando resíduos por onde passam, não pode ser ignorada pela natureza e pelos seus amantes.

No entanto a Corrida de Aventura não deixa somente suas marcas imediatas, com ela em modo geral vem uma grande exposição do local por onde passou, e toda a exuberância de sua natureza passa a ser conhecida por pessoas comuns.

Há muito se sabe que preservar esta bem distante de ocultar, que os lugares mais ocultos sofrem por devastações causadas por culturas de subsistências (um dos maiores problemas dos Parques Nacionais), e que o Turismo Sustentável é eficiente ferramenta para preservação ambiental.

Logo a Corrida de Aventura com toda sua exposição de mídia se bem direcionada passa a ser uma eficiente ferramenta de Preservação Ambiental.

Fazendo uma analogia da natureza com uma criança, poderíamos dizer que “Corrida de Aventura serve como uma boa palmada que quando bem direcionada, educa e preserva para o resto da vida, mas se mal dirigida pode ser uma simples surra que nada agrega e somente deixa sua marca”.

Cabe aos organizadores de Corrida de Aventura a responsabilidade pelos locais por onde passam suas provas, para que estas não deixem somente marcas negativas, bem como a todos os educadores formadores de atletas, atletas e amantes do esporte a responsabilidade de causar o mínimo de impacto possível, buscando não somente a preservação da natureza, mas também a do esporte.


José Caputo.
Arquiteto Ambientalista e atleta precursor
de corrida de aventura no Brasil.

texto publicado no Guia Ecoadventure 2003/2004

quinta-feira, 6 de março de 2008

Mountainbike - Nutrição

Com relação a exigência física, o mountain bike envolve tanto resistência cardio-respiratória como força muscular intensa. Por essa razão, os cuidados nutricionais devem ser otimizados nessa modalidade.
Para se ter idéia, o gasto calórico de uma atleta de mountain bike pode chegar a 6000 calorias por dia. Essas calorias devem ser preenchidas, em sua maioria, de alimentos fontes de carboidratos, que representam a maior fonte energética durante a atividade esportiva. De uma forma geral, recomenda-se que a dieta do atleta de mountain bike seja composta por uma quantidade de 60 a 70% de carboidratos.
As maiores fontes de carboidratos são massas, pães, arroz, batata, cereais e biscoitos. As proteínas também merecem atenção especial, pois estão intimamente ligadas aos processos de recuperação muscular. São fontes de proteínas as carnes em geral, frango, peixe, leite e derivados. Esses alimentos, assim como deve acontecer com os carboidratos, devem estar presentes em todas as refeições dos atletas.

Cuidados nutricionais pré-treino ou competição:
O principal objetivo nesta fase é armazenar energia no músculo. São aumentados, portanto, os carboidratos na dieta. Em casos de competição, esses alimentos devem ser aumentados maciçamente três dias antes da prova. Os alimentos ricos em proteínas (carnes, frango, ovos, queijos etc) devem ser ingeridos em menores proporções, já que a maior fonte de energia deve ser proveniente dos carboidratos.
É importante evitar a ingestão de gorduras, grãos e fibras (folhas, verduras e legumes), que podem causar má digestão. É também importante fracionar a dieta em pelo menos cinco refeições diárias, evitando que o estômago fique muito cheio, e aumentando assim o conteúdo de energia. Caprichar na hidratação é também fundamental para a performance.

Café da manhã pré-competição
Deve-se evitar a ingestão de fibras e alimentos gordurosos, pois podem causar desconforto gastrintestinal logo antes da prova, ou até durante, diminuindo o desempenho. Deve-se retirar as cascas e bagaço das frutas e evitar alimentos estranhos, com os quais não se está acostumado. A dieta deve ser à base de carboidratos e com pouca proteína. Por exemplo: pão com queijo e geléia + 1 suco + 1 pedaço de bolo simples

Reposição nutricional durante treinos e competições
Durante a prática, deve haver preocupação em sempre carregar água e, preferencialmente, bebidas esportivas nas caramanholas ou camel back, pois estas últimas, além de hidratar, fornecem carboidratos. Deve-se também carregar alimentos práticos (barras energéticas, gel de carboidrato, frutas, frutas secas, biscoitos, sanduíches de fácil digestão, como os feitos com bisnaguinha, ou algo igualmente rico em carboidratos e fácil de carregar).
Nessa fase, sugere-se a ingestão de alimentos e bebidas ricas em carboidratos em intervalos de 30 minutos, poupando-se o glicogênio muscular. Deve-se consumir de 30 a 50 gramas de carboidratos por hora, na forma de alimentos e/ou bebidas. A ingestão de líquidos também é fundamental para o desempenho, por isso deve-se tentar beber no mínimo 500ml por hora.

Dicas para o pós-exercício:
Nessa fase, tida como de extrema importância a recuperação total dos atletas, é importante repor as energias gastas durante a atividade extenuante. Nas primeiras horas após a prática, deve-se consumir carboidratos como pães, batatas, macarrão, arroz, etc. Isto irá ajudar na recuperação dos estoques de energia.
A reposição de proteínas, por meio da ingestão de leite ou derivados, ovos, frango, peixes ou outras fontes magras, também deve ocorrer nesta fase. Uma boa dica de refeição na fase pós-prova é um prato de massa com frango ou 1 sanduíche de frios + frutas. Imediatamente após a prova o atleta deve começar a repor os líquidos (água, bebidas isotônicas, sucos, refrigerantes), devendo fazê-la continuamente de forma fracionada.

Equipe RGNutri

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Mountain-Bike » Programa de Treinamento

O objetivo desta dica é servir como uma orientação aos ciclistas que desejem ingressar no mundo do mountain-bike competitivo. Ressaltamos que apesar da existência deste mini-guia continua sendo importante uma avaliação completa e detalhada dos objetivos e capacidades de cada biker, sendo para tanto necessária a participação de profissionais de educação física. O acompanhamento especializado tem a vantagem de poder expandir ao máximo a performance do atleta, por permitir um conhecimento mais detalhado de seus potenciais.
Dividimos os MTBikers em quatro categorias. Leia atentamente o que caracteriza cada uma e procure a que melhor corresponde a seu estágio de preparação atual:
Iniciante: Aquele que anda pouco ou muito pouco de bicicleta (até 2 horas semanais) e não costuma enfrentar subidas longas;
Iniciado A: Aquele que anda regularmente, de 2 a 5 horas semanais mas não costuma entrar em competições;
Iniciado B: Aquele que compete esporadicamente e anda de 5 a 10 horas semanais;
Iniciado C: Aquele que está acostumado às competições, treinando mais de 10 horas por semana

Treinos Recomendados (por semana):

Iniciante
Três passeios de 1 hora, no plano, girando bastante o pedal e sem forçar o ritmo. Alongamento seis dias por semana. Nos dias de treino, nos primeiros quinze minutos tem-se o aquecimento e a fase de concentração; nos últimos dez minutos, o relaxamento. Pedalar bem leve nestas partes do treino.

Iniciado A:
Três passeios de 1 hora no plano em ritmo leve, mais um passeio maior, com subidas e descidas, de 2 horas. Alongamento seis dias por semana, e nos dias de treino, antes e depois dos exercícios. Nos treinos, nos primeiros quinze minutos tem-se o aquecimento e a fase de concentração; nos últimos dez minutos, o relaxamento. Pedalar bem leve nestas partes do treino.

Iniciado B:
Dias da Semana:
Dia 1: OFF - descanso.
Dia 2: Oxigenação - 30 km plano, ritmo leve para médio, girando bem.
Dia 3: Intervalado - 40 km plano, ritmo intervalado, alternando uma série de seis exercícios do tipo 2 minutos com ritmo forte e 3 minutos de recuperação ativa (continuar pedalando no giro).
Dia 4: Treino técnico - 20 km em trilhas ou 30 km no asfalto em subidas e descidas em ritmo médio.
Dia 5: OFF - descanso
Dia 6: Recuperação - 20 km no plano, ritmo leve, girando bem.
Dia 7: Distância - 50 km com subidas e descidas, ritmo de médio para pesado.
Dias 2 a 7: alongamento antes e depois do treino. Nos primeiros quinze minutos tem-se o aquecimento e a fase de concentração; nos últimos dez minutos, o relaxamento. Pedalar bem leve nestas partes do treino.
Total da Semana: aproximadamente 170km, com 9 horas de ciclismo semanais.

Iniciado C:
Dias da Semana:
Dia 1: OFF - descanso.
Dia 2: Oxigenação - 40 km plano, ritmo médio, girando bem.
Dia 3: Distância - 50km de subidas e descidas, ritmo médio.
Dia 4: Intervalado - 40 km plano, ritmo intervalado, alternando duas série de quatro exercícios do tipo 2 minutos com ritmo forte e 3 minutos de recuperação ativa (continuar pedalando no giro); com 10 minutos de recuperação ativa entre as séries.
Dia 5: Treino técnico - 30 km em trilhas ou 40 km no asfalto em subidas e descidas. Ritmo de médio para pesado.
Dia 6: Recuperação - 30 km no plano, ritmo leve, girando bem.
Dia 7: Distância - 60 km com subidas e descidas, ritmo de médio para pesado.
Todos os dias: alongamento antes e depois do treino. Nos primeiros quinze minutos tem-se o aquecimento e a fase de concentração; nos últimos dez minutos, o relaxamento. Pedalar bem leve nestas partes do treino.
Total da Semana: aproximadamente 260km, com 14 horas de ciclismo semanais.


fonte: Alexandre Beloussier Cerchiaro
Preparador físico AFC
trilhaseaventuras.com.br

domingo, 4 de novembro de 2007

Rapa Nui - Uma pequena ilha ensina uma grande lição

Em anos recentes, a ciência começou a entender não só o mistério dos moai, mas também o enigma sobre o que causou o colapso da próspera civilização que os construiu. O interessante é que os fatos descobertos não têm apenas valor histórico. Segundo a Encyclopædia Britannica, eles dão "uma lição importante para o mundo moderno".
A lição tem a ver com o uso da Terra e dos seus recursos naturais. É claro que a Terra é muito mais complexa e biologicamente diversificada do que uma ilha, mas isso não quer dizer que devamos ignorar a lição de Rapa Nui. Vamos, então, analisar alguns pontos altos da História dessa ilha. Por volta de 400 EC, as primeiras famílias de colonizadores chegaram de canoa. As únicas testemunhas disso foram as centenas de aves aquáticas que voavam em círculos sobre a ilha.
Uma ilha paradisíaca
A ilha não tinha uma grande variedade de plantas, mas era rica em florestas com árvores como palmeiras, hauhaus e toromiros, além de arbustos, ervas, samambaias e grama. Havia pelo menos seis espécies de pássaros terrestres nessa terra remota, incluindo corujas, garças, saracuras e papagaios. Rapa Nui era também "a mais rica área de reprodução de aves marinhas da Polinésia e provavelmente de todo o Pacífico", diz a revista Discover.
Os colonizadores provavelmente trouxeram para a ilha galinhas e ratazanas comestíveis, que eles consideravam uma iguaria. Também trouxeram plantas como inhame, inhame-da-china, batata-doce, banana e cana-de-açúcar. O solo era bom, de modo que eles começaram imediatamente a limpar a terra e a plantar, um processo que continuou à medida que a população crescia. Mas em Rapa Nui tanto a área para plantio como o número de árvores era limitado, apesar da boa cobertura florestal da ilha.
A História de Rapa Nui
O que sabemos sobre a História de Rapa Nui se baseia principalmente em três campos de pesquisa: análise de pólen, arqueologia e paleontologia. Para fazer a análise de pólen, tiram-se amostras dos sedimentos de lagos e pântanos. Essas amostras revelam a variedade e a quantidade de plantas em períodos de centenas de anos. Quanto mais profundamente a amostra de pólen for encontrada entre os sedimentos, mais antigo será o período que ela representa.
A arqueologia e a paleontologia se concentram em coisas como casas, utensílios, os moai e os restos de animais usados como alimento. Visto que os registros dos rapa nui são hieróglifos difíceis de decifrar, as datas antes do contato com os europeus são aproximadas e muitas suposições não podem ser comprovadas. Além disso, certos fatos descritos abaixo podem coincidir com períodos adjacentes. Todas as datas em negrito são da Era Comum.
400: chegam entre 20 e 50 colonizadores polinésios, provavelmente em catamarãs com 15 metros ou mais de comprimento, capazes de transportar mais de 8 toneladas cada um.
800: diminui a quantidade de pólen nos sedimentos, sugerindo o início do desmatamento. Aumenta a quantidade de pólen de grama, à medida que as gramíneas se espalham por áreas desmatadas.
900-1300: descobriram-se muitos ossos de animais que são caçados para consumo humano durante este período. Cerca de um terço desses ossos são de golfinho. Para trazer golfinhos do alto-mar, os ilhéus utilizam enormes canoas feitas do tronco de grandes palmeiras. Das árvores se extrai também a matéria-prima para os equipamentos usados para transportar e erguer os moai, cuja construção está agora em pleno andamento. A expansão da agricultura e a necessidade de lenha fazem com que as florestas continuem diminuindo.
1200-1500: auge da construção de estátuas. Os rapa nui gastam muitos recursos para fazer os moai e as plataformas cerimoniais sobre as quais esses são colocados. A arqueóloga Jo Anne van Tilburg escreve: "A estrutura social dos rapa nui incentivava enfaticamente a produção de mais e maiores estátuas." Ela acrescenta que "aproximadamente 1.000 estátuas foram produzidas ao longo de uns 800 a 1.300 anos . . ., uma para cada sete a nove pessoas se levarmos em conta a população máxima estimada".
Aparentemente, os moai não eram adorados, embora desempenhassem um papel nos ritos fúnebres e agrícolas. Talvez tenham sido encarados como moradas dos espíritos. Parece que simbolizavam também o poder, o status e a genealogia dos construtores.
1400-1600: a população chega ao máximo — entre 7.000 e 9.000 pessoas. Desaparecem os últimos trechos de floresta, em parte devido à extinção das aves nativas, que polinizavam as árvores e espalhavam as sementes. "Toda espécie de ave terrestre nativa se extinguiu, sem exceção", diz Discover. As ratazanas também contribuíram para o desmatamento, pois há indícios de que comiam as sementes das palmeiras.
A erosão logo se espalha, os riachos começam a secar e a água se torna escassa. A partir de 1500, mais ou menos, não se encontram mais ossos de golfinho, possivelmente porque não havia mais árvores grandes o suficiente para a construção de canoas para navegação em alto-mar. Acabam as chances de fugir da ilha. As pessoas, desesperadas por comida, acabam dizimando as aves aquáticas. Comem mais galinha.
1600-1722: a ausência de árvores, o uso intensivo da terra e a degradação do solo contribuem para safras cada vez menores. Há fome em larga escala. Os rapa nui se dividem em duas confederações rivais. Aparecem os primeiros sinais de caos social, possivelmente até de canibalismo. É a era dos guerreiros. As pessoas passam a viver em cavernas para se proteger. Por volta de 1700, a população cai para aproximadamente 2.000.
1722: o explorador holandês Jacob Roggeveen é o primeiro europeu a descobrir a ilha. Isso ocorre na Páscoa, de modo que ele a chama de Ilha da Páscoa. Ele registrou sua primeira impressão: "A única impressão que se tem da aparência devastada [da Ilha da Páscoa] é de extraordinária pobreza e aridez."
1770: por volta dessa época, clãs rivais dos rapa nui que restam começam a derrubar as estátuas uns dos outros. Quando o explorador britânico capitão James Cook visita a ilha em 1774, encontra muitas estátuas tombadas.
1804-63: aumenta o contato com outras civilizações. A escravidão, agora comum no Pacífico, e as doenças ceifam muitas vidas. A cultura tradicional dos rapa nui praticamente cessa.
1864: todos os moai estão tombados; muitos foram deliberadamente decapitados.
1872: só restam 111 nativos na ilha.
Rapa Nui se tornou uma província do Chile em 1888. Atualmente, a população mista da ilha é de cerca de 2.100 pessoas. O Chile declarou a ilha inteira um monumento histórico. A fim de preservar as características e a História ímpares dos rapa nui, muitas estátuas foram reerguidas.
Que lição aprendemos?
Por que os rapa nui não viram o que ia acontecer e não tentaram evitar o desastre? Note os comentários de vários pesquisadores sobre a situação.
"A floresta . . . não desapareceu simplesmente da noite para o dia — ela foi diminuindo aos poucos, no decorrer de décadas. . . . Se um dos ilhéus tentasse avisar sobre os perigos do desmatamento progressivo, os interesses escusos de entalhadores, burocratas e chefes o silenciariam." — Discover.
"O preço que pagaram pelo modo como decidiram expressar suas idéias espirituais e políticas foi uma ilha que se tornou, em muitos sentidos, apenas uma sombra de sua forma natural anterior." — Easter Island—Archaeology, Ecology, and Culture (Ilha da Páscoa: Arqueologia, Ecologia e Cultura).
"O que aconteceu aos rapa nui sugere que o crescimento descontrolado e o impulso de manipular o meio ambiente além dos limites não são características apenas do mundo industrializado; fazem parte da natureza humana." — National Geographic.
O que acontecerá se não houver uma mudança na chamada natureza humana? Qual será o resultado se a humanidade continuar impondo à Terra — nossa ilha no espaço — um modo de vida ecologicamente insustentável? Segundo certo escritor, nós temos uma grande vantagem sobre os rapa nui. Temos os exemplos das "histórias de outras sociedades arruinadas".
Mas podemos perguntar: Será que a humanidade está prestando atenção a essas histórias? Em vista do desmatamento descontrolado e da contínua e rápida extinção de seres vivos na Terra, aparentemente não. No Zoo Book, Linda Koebner escreve: "A eliminação de uma, duas ou cinqüenta espécies terá efeitos imprevisíveis. A extinção causa mudanças antes mesmo de entendermos as conseqüências."
O livro Easter Island—Earth Island (Ilha da Páscoa — Ilha-Terra) traz este comentário significativo: "A pessoa que derrubou a última árvore [em Rapa Nui] sabia que aquela era a última. Mas mesmo assim a derrubou."
fonte: Revista "Despertai"

domingo, 30 de setembro de 2007

Trekking » Princípios de Conduta Consciente em Ambientes Naturais

1. Planejamento é Fundamental
Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamento e restrições existentes.
Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.
Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.
Evite viajar para áreas populares durante feriados prolongados e férias.
Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar seu lixo (sacos plásticos), para trazê-lo de volta.
Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.
2. Você é responsável por sua segurança
O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade.
Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro de viagem com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, se necessário.
Avise a administração da área que você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e a data esperada de retorno. Estas informações facilitarão o seu resgate em caso de acidente.
Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (como usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure os clubes excursionistas, escolas de escalada, etc.
Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequado de equipamentos. Leve sempre lanterna, agasalho, capa de chuva e um estojo de primeiros socorros, alimento e água, mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração.
Caso você não tenha experiência em atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Visitantes inexperientes podem causar impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.
3. Cuide das trilhas e dos locais de acampamento
Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas - não use atalhos que cortem caminhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras.
Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.
Acampando, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto.
Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem.
Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água.
Não cave valetas ao redor das barracas, escolha melhor o local e use um plástico sob a barraca.
Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque a vegetação, nem remova pedras ao acampar.
4. Traga seu lixo de volta
Se você puder levar uma embalagem cheia para um ambiente natural, pode trazê-la vazia na volta.
Ao percorrer uma trilha, ou sair de uma área de acampamento, certifique-se de que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas asevidências de sua passagem. Não deixe rastros!
Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você.
Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalações sanitárias (banheiros) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover a vegetação.
5. Deixe cada coisa em seu lugar
Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.
Resista à tentação de levar "lembranças" para casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas etc. onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los.
Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casas apenas suas memórias.
6. Não faça fogueiras
Fogueiras matam o solo, enfeiam os locais de acampamento e representam uma grande causa de incêndios florestais.
Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido e prático que acender uma fogueira.
Para iluminar o acampamento, utilize um lampião ou uma lanterna em vez de uma fogueira.
Se você realmente precisa acender uma fogueira, utilize locais previamente estabelecidos, e somente se as normas da área permitirem.
Mantenha o fogo pequeno, utilizando apenas madeira morta encontrada no chão.
Tenha absoluta certeza de que sua fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área.
7. Respeite os animais e as plantas
Observe os animais a distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves.
Não alimente animais. Os animais podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros acampamentos.
Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.
8. Seja cortês com outros visitantes
Ande e acampe em silêncio, preservando a tranqüilidade e a sensação de harmonia que a natureza oferece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa.
Deixe os animais domésticos em casa. Caso traga o seu animal com você, mantenha-o controlado todo o tempo, incluindo evitar latidos ou outros ruídos. As fezes dos animais devem ser tratadas da mesma maneira que as humanas. Elas também estão sob sua responsabilidade. Muitas áreas não permitem a entrada de animais domésticos, verifique com antecedência.
Cores fortes, como branco, azul, vermelho ou amarelo, devem ser evitadas, pois podem ser vistas a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito freqüentados.
Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.

Fonte: Folheto editado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente - Diretoria do Programa Nacional de Áreas Protegidas, em dezembro de 2000, com a colaboração técnica do Centro Excursionista Universitário e apoio financeiro da embaixada dos Países Baixos. Esse folheto representa a mais recente iniciativa no sentido de sistematizar um conjunto de princípios sobre o mínimo impacto adequado à realidade brasileira. Também representa o engajamento de um órgão oficial na busca de uma mudança de atitude em relação ao uso público de áreas naturais e de unidades de conservação como os Parques Nacionais. As principais referências utilizadas foram o material da Leave no Trace Inc. e o folheto Excursionismo Consciente, organizado pelo geógrafo e montanhista Roney Perez dos Santos e distribuido pelo CEU em 1996.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O Brasil e os Transgênicos

No centro da discussão sobre os transgênicos no Brasil sempre esteve a soja RR (Roundup Ready), comercializada pela Monsanto, que domina mais de 90% do mercado mundial de plantas geneticamente modificadas.
Conforme denúncia do ambientalista e engenheiro agrônomo Sebastião Pinheiro, desde 1998 a Monsanto já vinha introduzindo ilegalmente sementes de soja transgênica no país com a cumplicidade de autoridades governamentais, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a CTNBio.
A partir de 1999, agricultores vinham adotando a soja transgênica, em especial no Rio Grande do Sul, onde o contrabando de sementes da Argentina e a ausência de fiscalização contribuíram para a expansão do cultivo ilegal.
O interesse em liberar os transgênicos baseia-se na crescente participação da indústria da transgenia no agronegócio de exportação.
O Brasil entra no mercado global com a monocultura da soja, economicamente viável somente com a produção extensiva em grandes latifúndios.
A soja transgênica contém um gene que a protege dos efeitos nocivos do herbicida Roundup (a marca comercial da Monsanto para o princípio ativo “glifosato”). Tal herbicida elimina todas as plantas, exceto as transgênicas.
O glifosato é uma substância química desenvolvida a partir do Agente Laranja, usado na guerra do Vietnã. Seus efeitos são visíveis ainda hoje no país, onde toda uma geração sofre de anomalias congênitas que afetam o desenvolvimento de braços e pernas.
Além disso, constatou-se que o glifosato pode se combinar com nitratos do solo, dando origem a uma nova substância: o nitrosoglifosato, o qual pode ser responsável pelo surgimento de carcinomas (câncer) no fígado. Os efeitos sobre a saúde e o meio ambiente podem ser ainda maiores se considerarmos que a maioria dos rios e solos estão sendo progressivamente poluídos com glifosato.
Como se não bastasse, a patente da semente de soja transgênica Roundup Ready (RR) é de propriedade da Monsanto que, de acordo com o Tratado sobre os Direitos de Propriedade Intelectual, está autorizada a cobrar royalties dos agricultores que venham a fazer uso da planta geneticamente modificada, mesmo após reproduzida.
A venda de ambos - semente e herbicida - cria um monopólio em favor da empresa e compromete os agricultores. Tudo isso porque sementes, que sempre foram bens naturais e de uso geral, agora passam a ser propriedade privada de uma companhia transnacional.
O argumento ligado ao combate à fome é rebatido ao se observar que as plantas transgênicas não possuem nenhuma qualidade que possa diferenciá-las na questão da produtividade, com exceção da resistência que têm ao herbicida da própria Monsanto.

domingo, 1 de julho de 2007

GUIA DO CONSUMIDOR - PRODUTOS COM OU SEM TRANSGÊNICOS

Óleos
Transgênico:
Aro (Makro), Liza (Cargill), Oliva (Cargill), Olivares (Paladar), Salada (Bunge), Soya (Bunge), Carmelita (Vigor), Mazola (Cargill), Primor (Bunge), Veleiro (Cargill)
Não transgênico:
Big,Carrefour, Compre Bem/Barateiro, Extra,Pão de Açúcar, Champion, Sinhá (Caramuru), Campestre, Great Value (Wal-Mart), Ceres (Vida), Cocamar, Dois Amores (Caramuru), Leve (Imcopa), Gilda (Vida), Maria (Vida), Sadia, Suavit (Cocamar), Brejeiro,

Alimento Infantil
Transgênico:
Gerber (Novartis)
Não transgênico:
Arisco (Unilever), Big, Carrefour, Cremogema (Unilever), Compre, Bem/Barateiro, Extra, Maizena (Unilever), Nestlé, Pão de Açúcar, Aptamil (Support), Bebelac (Support), Nan (Nestlé), Nestogeno (Nestlé), Ninho (Nestlé), Nutriton (Support), Soya Diet (Support)

Farinhas e Grãos
Transgênico:
Aro (Makro), Dafap's, Quero
Não transgênico:
Big, Carrefour, Compre Bem/Barateiro, Extra, Pão de Açúcar, Bontrato (Caramuru), Caramuru, Cereja (Sakura), Champion, Hikari, Jasmine, Mãe Terra, Mais Vita Produtos Naturais, Missô (Sakura), Nekmil (Caramuru), Nutrimental, Oetker, Panco, Sinhá (Caramuru), Vitao(Nutrihouse), Yoki

Molhos e Condimentos
Transgênico:
Soya (Bunge), Ajinomoto, Primor (Bunge), Luppini, Quero, Mesa (Vigor), Vigor, Virmont, Gourmet (Cargill), Liza (Cargill), Sazon (Ajinomoto), Hondashi (Ajinomoto)
Não transgênico:
Arisco (Unilever), Big, Carrefour, Compre Bem/Barateiro, Extra, Pão de Açúcar, Cereja (Sakura), Champion, Mãe Terra, Missô (Sakura), Great Value (Wal-Mart), Maria (Vida), Cepêra, Mais por Menos (Wal-Mart), Aji no Shoyu (Sakura), Cica (Unilever), Etti (Parmalat), Goodlight, Hellman's, Hikari, Knorr (Unilever), Lanchy (Cocamar), Linguanotto (Masterfoods), Mococa, Parmalat, Peixe (Cirio), Purity (Cocamar), Sakura, Uncle Ben's (Masterfoods), Cirio, Fondor (Nestlé), Pomarola (Unilever), Salsaretti (Parmalat), Tarantella (Unilever), Maggi (Nestlé)

Enlatados
Transgênico:
Quero
Não transgênico:
Big, Compre Bem/Barateiro, Extra, Pão de Açúcar, Great Value (Wal-Mart), Mais por Menos, (Wal-Mart), Etti (Parmalat), Peixe (Cirio), Anglo (BF), Bonduelle, Bordon (BF), Coqueiro, Quaker, Superbom, Swift (BF)

Sopas e Pratos Prontos
Transgênico:
Hemmer, La Table D'or, Vigor
Não transgênico:
Arisco (Unilever), Big, Pão de Açúcar, Panco, Sinhá (Caramuru), Vitao (Nutrihouse), Sadia, Goodlight, Knorr (Unilever), Missoshiru (Sakura), Nissin, Qualimax, Maggi (Nestlé)

Sobremesas
Transgênico:
Vigor, Virmont, Dona Benta, Linea, Leco (Vigor)
Não transgênico:
Big, Maizena (Unilever), Nestlé, Pão de Açúcar, Hikari, Oetker, Great Value (Wal-Mart), Goodlight, Mococa, Parmalat, Paulista (Danone), Clight (Kraft), Ducoco, Fresh (Kraft), Karo (Unilever), Kibon (Unilever), La basque, Miss Daisy (Sadia), Royal (Kraft), Danone

Matinais e Cereais
Transgênico:
Linea, Sustagen (Bristol & Meyers), Café do Ponto, Kellog´s, Diet Shake (Nutrilatina), Melitta, Ovomaltine (Novartis), União, Quero, Pro Sobee (Bristol & Meyers)
Não transgênico:
Big, Carrefour, Compre Bem/Barateiro, Extra, Nestlé, Pão de Açúcar, Jasmine, Mãe Terra, Vitao (Nutrihouse), Great Value (Wal-Mart), Mais por Menos (Wal-Mart), Mococa, Quaker, Sanavita, Batavo, Ativa Soy (Nutrimental), Suprasoy (Josapar), Nutrifoods, Nutrilon (Nutrimental), Nutry (Nutrimental), Nutry Fun (Nutrimental), Cerealon (Nutrifoods), Chocomilk (Batavo), Chomax (Ducoco), Fibra Total (United Mills), Fitness & Diet (United Mills), Mucilon (Nestlé), Nescau (Nestlé), Nesquik (Nestlé), Neston (Nestlé), Nutren (Nestlé), Toddy (Quaker), Trio (United Mills)

Chocolates e Balas
Transgênico:
Adams, Arcor, Cadbury, Dan Top, Dizioli, Duitt, Garoto, Halls, Hershey's, Santa Edwiges, Trident
Não transgênico:
Big, Nestlé, Pão de Açúcar, Great Value (Wal-Mart), Dori, Ferrero, Kopenhagen, Lacta (Kraft), M&M (Masterfoods), Milka (Kraft), Pan, Twix (Masterfoods), Snickers (Masterfoods)

Biscoitos e Salgadinhos
Transgênico:
Adria, Ebicen (Glico), Lu (Arcor), Zabet (Adria), Triunfo (Arcor), Aymoré (Arcor), Gran Dia (Arcor)
Não transgênico:
Big, Carrefour, Compre Bem/Barateiro, Extra, Nestlé, Pão de Açúcar, Champion, Jasmine, Mãe, Terra, Panco, Vitao (Nutrihouse), Great Value (Wal-Mart), Mais por Menos (Wal-Mart),, Parmalat, Firenze, Piraquê, Nutrifoods, Nutry (Nutrimental), Dauper, Dori, Ativa (Nutrimental), Bauducco, Elbis (Mabel), Elma Chips, Fritex (Bauducco), Iracema (Kraft), Kelly (Mabel), Mabel, Mini Bits (Kraft), Nabisco (Kraft), Skiny (Mabel), Tica (Panco), Tostine (Nestlé), Visconti, Wickbold, Biits Cookies (United Mills), Bon Gouter (Kraft), Chocolícia (Kraft), Chocooky (Kraft), Club Social (Kraft), Oreo (Kraft), Trakinas (Kraft), Duchen (Parmalat), Raris (Masterfoods), Mr. Nut´s (Masterfoods)

Pães e Bolos
Transgênico:
Santa Edwiges, Pullman, Ana Maria (Pullman)
Não transgênico:
Big, Pão de Açúcar, Panco, Great Value (Wal-Mart), Mais por Menos (Wal-Mart), Firenze, Bauducco, Tica (Panco), Visconti, Wickbold, Kidlat (Parmalat), Jack Bolinho (Wickbold)

Bebidas
Transgênico:
All Day (Bunge), Cyclus (Bunge)
Não transgênico:
Sanavita, Batavo, Clight (Kraft), Fresh (Kraft), Royal (Kraft), Danone, Ativa (Nutrimental), Yakult, Ades (Unilever), Cereal Shake Light, Ki-Suco (Kraft), Maguary (Kraft), Jui-C (Nutrimental), Nutrinho (Nutrimental), Sustare (Olvebra), Tang (Kraft), Q-Refres-ko (Kraft), Tonyu (Yakult), Chamy (Nestlé), Kissy (Batavo), Diet Fiber (Olvebra), Longevita (Olvebra), Novo Milke (Olvebra), Soy Fruit (Olvebra), Soy Original (Olvebra), Soymilke (Olvebra)

Frios e Embutidos
Transgênico:
Não transgênico:
Big, Carrefour, Compre Bem/Barateiro, Extra, Champion, Sadia, Mais por Menos (Wal-Mart), Anglo (BF), Bordon (BF), Swift (BF), Batavo, Perdigão, Rezende (Sadia), Seara, Marba, Wilson (Sadia)

Laticínios e Margarinas
Transgênico:
Primor (Bunge), Mesa (Vigor), Leco (Vigor), Vigor, All Day (Bunge), Amélia (Vigor), Cyclus (Bunge), Delícia (Bunge), Franciscano (Vigor), Mila (Bunge), Soya (Bunge)
Não transgênico:
Big, Carrefour, Compre Bem/Barateiro, Extra, Nestlé, Pão de Açúcar, Great Value (Wal-Mart), Sadia, Mais por Menos (Wal-Mart), Goodlight, Paulista (Danone), Batavo, Piraquê, Danone, Arisco, Philadelphia (Kraft), Claybom (Unilever), Baker (Vida), Colméia (Vida), Becel (Unilever), Corpus (Danone), Cremutcho, Dannete (Danone), Danny (Danone), Doriana (Unilever), Molico (Nestlé), Qualy (Sadia), Saúde (Unilever), Deline (Sadia), Dupli (Danone), FBE (Vida), Glacier (Vida), Margarella (Vida), Mariella (Vida)

Massas
Transgênico:
Adria, Frescarini (General Mills), Pastitex, Santa Branca
Não transgênico:
Big, Carrefour, Pão de Açúcar, Champion, Sadia, Mezzani, Firenze, Massaleve, Pavioli, Piraquê

Congelados
Transgênico:
Arosa, Forno de Minas (General Mills), Pescal, Belcook
Não transgênico:
Big, Carrefour, Compre Bem/Barateiro, Extra, Pão de Açúcar, Champion, Panco, Great Value (Wal-Mart), Sadia, Goodlight, Anglo (BF), Bordon (BF), Superbom, Swift (BF), Batavo, Da Granja, Kilo Certo, Perdigão, Rezende (Sadia), Seara, Bonduelle, Toque de Sabor (Perdigão)

Rações para animais
Transgênico:
Não transgênico:
Guabi, Purina (Nestlé), Alpo (Nestlé), Bonzo (Nestlé), Cat Chow (Nestlé), Champ (Masterfoods), Deli Dog (Nestlé), Dog Menu (Nestlé), Fancy Feast (Nestlé), Faro (Guabi), Friskies (Nestlé), Frolic (Masterfoods), Gatsy (Nestlé), Herói Mascote (Guabi), Kanina (Nestlé), Pedigree (Masterfoods), Whiskas (Masterfoods), Top Cat (Guabi), Kitekat (Masterfoods)

*Este guia pode ser reproduzido livremente, desde que os créditos sejam dados ao Greenpeace e que as cópias incluam todas as notas e informações complementares.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

A arte de ler o terreno

Existe uma técnica da qual pouco ou nada se ouve falar, e que tem uma importância enorme no desempenho de qualquer biker seja nas trilhas ou nas estradas. Uma técnica que o tempo e a experiência ajudam a desenvolver e refinar, mas que com um pouco de atenção e prática pode ser aprendida rapidamente e vai certamente dar uma “turbinada” na sua performance. Aprenda a “ler” o terreno.
Quando estamos começando a pedalar e descobrimos a paixão pela bicicleta, geralmente somos levados por nós mesmos e pelos outros a dar mais importância à alimentação e ao desenvolvimento da técnica. Frenagem, saltos, uma pedalada mais redonda, o que, quando e como comer corretamente são os tópicos mais abordados quando se fala em treinamento. Por causa disso, há dezenas de fontes de informação sobre esses assuntos. Mas ler o terreno por onde pedalamos é a técnica oculta que separa o bom biker do melhor biker.

As vantagens:
Intuitivamente somos levados a desviar de buracos e obstáculos, seja na trilha ou na estrada Até mesmo por uma questão de sobrevivência. Mas ler o terreno significa ir um passo além. Como a bike depende da nossa força para ir para frente e se manter em pé, escolher o melhor local para colocar as rodas de sua bicicleta pode melhorar sensivelmente a performance.

Economize energia:
Grama, areia, barro ou pedras exigem mais força aplicada aos pedais para manter a bike em pé e você pedalando. Além disso, como a velocidade é menor nesses terrenos, as vezes é necessário levantar o selim e usar o famoso “jogo de corpo” para não perder o equilíbrio, o que gasta ainda mais energia. Parece pouco, mas numa pedalada pode significar a diferença entre chegar pedalando ou ter que empurrar no final. Nunca subestime o valor da energia economizada sobre a bike!

Evite os tombos:
Entrar numa curva ou tentar brecar em cima da faixa de pedestres com piso molhado, ou numa trilha com limo sobre terra é tombo na certa. Tudo bem, alguns bikers têm uma técnica e sensibilidade tão apurada que conseguem se sair bem dessas situações. Mas existem limites impostos pela lei da física (atrito, velocidade, inclinação...). Sabendo identificar pontos de perigo em potencial você pode salvar sua pele – literalmente.

Otimize as frenagens:
Muito se fala da potência dos freios. Cantilever, v-brake, freio a disco... a verdade é que uma boa frenagem, depende de três fatores: a) A correta regulagem dos freios (qualquer que seja o tipo); b) Os pneus (seus pneus estão em ordem? São adequados para o tipo de terreno em questão?); e pó fim c) As condições do terreno. Saber encontrar tração para que os pneus possam morder o terreno é importante.

Melhore as curvas:
Aqui também o fator pneus vs terreno é fundamental para uma boa performance nas curvas. De novo as leis da física ditam os limites da tração, e saber antecipar esses limites numa curva, seja na curva ou na estrada, pode ajudar a traçar - e realizar – a melhor opção dentre as inúmeras oferecidas.

Retarde o cansaço e a fadiga:
É comum ver bikers bem preparados e treinados abandonarem competires mais duras e exigentes, como o Iron Biker. Falta de pernas? Acabou o gás? O pulmão encolheu? Mesmo que a resposta seja sim para essas perguntas, você já parou para pensar na relação do terreno com esse desgaste? As costas doem, os braços começam a formigar, e o ri timo cai drasticamente. Aqui também o que acontece é um desgaste generalizado do corpo pela repetição de milhares de pancadas e vibrações transmitidas ao corpo durante as pedaladas. Na estrada ou na trilha estamos expostos a essas vibrações e o efeito acumulativo pode ser sentido depois de uma ou duas horas, às vezes menos. É impossível evitar completamente esse ataque que leva a fadiga e acelera o cansaço. Nem com as melhores suspensões, muito treinamento e ginástica. Não existe asfalto perfeito (pelo menos aqui no Brasil), e as trilhas, bom, não seriam trilhas se fossem assim. Mas podemos economizar um pouco sabendo evitar alguns trechos mais desgastantes para o corpo. O resultado pode ser sentido na prática.

Usando o cérebro:
É difícil, senão impossível, substituir a experiência no aprendizado de uma técnica. A primeira e mais importante regra é: olhe para onde você quer ir, e não para o que você quer evitar. Pode parecer estranho, mas nosso cérebro comanda nossos movimentos a seguirem o olhar. É como uma mira ou algo assim. Se você está numa descida assustadora numa trilha nova, procure sempre olhar para o melhor caminho, nunca dentro daquela erosão enorme, profunda, cheia de pedras e dentes, louca para engolir você e sua bike ao menor vacilo.
A segunda regra, não menos importante do que a primeira, é: ”olhe sempre adiante, nunca para o trecho imediatamente à frente de sua roda dianteira. E quanto maior a velocidade, mais adiante se deve olhar. Seus olhos são como radares,. Vasculhe o terreno, identificando obstáculos sem se preocupar muito com eles. Nosso cérebro grava e processa sozinho as informações, e se você seguir direitinho a primeira regra, ele ainda comanda seus movimentos para evitar apuros. Afinal, para ele, o mais importante é a sobrevivência. Esse é um princípio valioso que quando praticado acelera o desenvolvimento dos reflexos e melhora a intuição.
Seja subindo, no plano ou descendo, é preciso tomar cuidado nas curvas e frenagens, independente do pneu que está usando. Antecipe a frenagem e reduza a velocidade com leves toques nas manetes, usando mais força no traseiro pois, em caso de derrapagem é mais fácil controlar a traseira do que a dianteira. Pelo mesmo motivo, evite inclinar a bike demais ou fazer movimentos bruscos com o guidão, mantendo seu corpo mais perpendicular ao chão e fazendo a curva da forma mais suave possível.
Atenção total para trechos de solo “traiçoeiro”, como atoleiros, leitos de areia ou pedras, barro e lama ou ainda raízes. Sobretudo em curvas de alta velocidade. O comportamento da bike fica estranho nesses tipos terrenos, pois a tração é diferente devido ao peso e ao torque das pedaladas. Antes de encará-los, reduza a velocidade e transfira um pouco mais de peso para a traseira, aliviando a dianteira e mantendo o centro de gravidade de seu corpo solto para que ele se adapte automaticamente as mudanças de movimentos da bike. Mais energia deve ser aplicada no guidão para fazer correções de direção.
Nas subidas, descidas e curvas procure identificar a linha que oferece a melhor tração. Nas subidas esse procedimento evita que o pneu gire em falso e que você perca o equilíbrio. Nas descidas ajuda a manter o controle nas frenagens e curvas. Tente encontrar o melhor equilíbrio entre tração e baixa resistência à rolagem. Pode parecer difícil mas, a gente não desiste e continua tentando.
fonte: Alex Torres (Revista Bice Sport)

sexta-feira, 30 de março de 2007

Mountainbike: Subidas exigem preparo físico e psicológico

O experiente atleta Odair Pereira dá dicas de como pedalar bem na subida.

No mountain bike, as subidas são um ponto chave para vencer ou perder uma prova e um grande desafio também para aqueles que não competem. Elas exigem muito dos atletas, tanto física quanto psicologicamente. Preparar-se para as subidas é de grande importância principalmente para aqueles que querem enfrentar os desafios de uma prova de cross-country.
Em uma prova, treino ou pedalada, procure sempre entrar numa subida com a marcha certa para facilitar a tração e evitar a perda de equilíbrio em cima da bike. Para subir em pé use o bar end como alavanca e procure desenvolver velocidade (velocidade não quer dizer marcha pesada). Deve-se sempre procurar a marcha ideal para cada tipo de subida e de terreno.
Por exemplo: numa subida curta seguida de uma descida é normal que se use marchas mais pesadas para não perder a velocidade. Mas num terreno íngreme e longo deve-se utilizar uma marcha mais leve e apropriada para o ritmo de cada um.
Nas subidas longas ou provas muito longas subir sentado e tentar impor um ritmo que seja sustentável até o final é uma boa pedida, pois um esforço exagerado pode ser fatal e custar algumas posições até a bandeirada final.
Cada atleta tem suas características e estilo próprio de pedalada. O importante é que cada um respeite o limite do seu corpo.
Subidas longas - Em subidas longas é necessário saber dosar a energia e o ritmo para não se desgastar demais no início, o que viria a prejudicar o rendimento do atleta do meio da prova para o final. Eu particularmente uso muito subir sentado e se perceber o ritmo diminuindo procuro pedalar em pé e acelerar o passo.
O ideal é procurar sempre impor um ritmo que você suporte, o ritmo da pedalada também é importante. Usar a marcha certa com uma cadência que seja confortável para cada um é um ponto importante a se reparar. Às vezes a cadência do seu adversário não é a mais confortável para você.
Quando empurrar a bike - Assim como saber manter-se de forma sustentável durante uma subida, é importante perceber o momento em que é melhor descer e empurrar a bicicleta. Principalmente em subidas íngremes, o esforço físico feito para vencê-las nem sempre é vantajoso. Além disso, o biker corre um grande risco de se desequilibrar e tombar de lado, podendo ferir-se.
Quando perceber que está sofrendo um desgaste físico muito grande, não hesite em descer da bike e empurrá-la rapidamente por alguns metros até encontrar um trecho mais plano. Este pequeno descanso também poderá ser importante psicologicamente.
O fator psicológico - É fato que, além de um grande desgaste físico, as subidas causam muito desgaste psicológico mesmo nos bikers mais preparados. Dor, falta de ar e a sensação de desconforto podem ser minimizadas com um melhor preparo físico.
Quanto melhor preparado fisicamente, menos o atleta ou praticante sofrerá diante deste desafio e melhor aproveitará as suas pedaladas. Fazer exercícios regularmente e treinar sempre que possível em trechos de subida são ações que ajudam bastante.

fonte: Webventure

E lembrem-se ,"a recompensa está lá em cima!"

quarta-feira, 28 de março de 2007

Amazônia, pulmão do mundo?

Ao contrário do muitos pensam, a Amazônia não é responsável pela produção da maior parte do oxigênio do mundo. Essa responsabilidade cabe ao fitoplâncton, os seres microscópicos que flutuam livremente nos oceanos. Por purificar nosso ar extraindo bilhões de toneladas de dióxido de carbono, é o responsável por mais da metade do oxigênio que respiramos.
Mas mesmo essa floresta invisível já encontra-se ameaçada. Os efeitos do aumento da radiação ultravioleta devido ao buraco na camada de ozônio é altamente prejudicial ao fitoplâncton, que além de tudo é a base da cadeia alimentar marinha.